"Silencio nas ruas desertas
Afinal conseguimos nosso intento
Acabar com o mundo sedento de guerras
Violência indomada na terra
DEUS DE FERIAS !
Quem me disser que o mundo era novo ?
Quem queria fazer a américa ?
irrigando o solo
Sagrado com sangue ?
Espalhando o petroleo e a merda ?
DEUS DE FÈRIAS!
Dividindo por dois ou por mil em pedaços os corpos no chao
Estilhaços de carne e agonia
Quanto vale o vintém o milhão ?
DEUS DE FERIAS !
Tsunami não é privilégio da Ásai
De que adianta ficar comovido com uma tragedia ?
De aqui mesmo ao norte e bem perto de casa
Temos guerra ,injustiça e favelas ?
DEUS DE PEDRAS !
E as pedras que Deus não jogou
Os pecados das religiões
Se matando prá ver quem domina
As pessoas e seus corações?
DEUS DAS FERAS !
Eles pegam metade do pão
Conquistado com dor e suor
Repartido entre igrejas, pastores
E o bispo comendo o peão
DEUS DAS FERAS!
Onde está nosso mundo cristão ?
Onde Buda umpostou suas mâos ?
Maomé nunca quis um tostão
Deus não tinha uma religião
DEUS DE FÉRIAS
São as bestas levantando as mãos
Com a morte de nossos irmãos
São sedados, vendados, marcados
Como escravos da escuridão
DEUS DE VELAS !"
