quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Massacre da Caneta Elétrica

O período da avaliação é um carma na vida da maioria dos estudantes. Nesse período eles buscam a ajuda dos livros, que de tão esquecidos, parecem que se reescrevem em outro idioma; pura vingança do livro alvidado. É um Deus nos acuda para a massa cinzenta absorver tanta informação. Decoreba e cola “pra que te quero”.
O suplício começa com a divulgação do calendário das provas. A combinação de duas disciplinas com mais conteúdo pressiona o aluno que, por desleixo, deixa pra estudar nas vésperas das avaliações. E o que é pior: aquele professor não passa trabalhos ou atividades avaliativas... É tudo ou nada.
No dia da execução, o carrasco que da aulas de inglês aplica a sentença de química, o algoz historiador substitui o que tortura com números. Nem o último pedido é concebido ao aluno, cabe a ele adivinhar os erros de digitação, a semântica deficiente de algumas questões. Como se não bastasse tem o tempo contado – como uma ampulheta furada – para escapar da lâmina da guilhotina.
Todo esse drama pode ser evitado com simples modificações: primeiro, a prova não deve ser o único meio avaliativo. O professor deve realizar trabalhos, pesquisas e exercícios para testar como anda a aprendizagem do aluno. As provas deveriam ser aplicadas pelo professor que leciona a tal disciplina, assim os alunos poderiam tirar as dúvidas sobre a prova. Outra questão a ser resolvida é o tempo de duração das provas, que deveria ser razoavelmente estipulado. Não há como se fazer uma boa prova em 20 minutos, além do mais, não se é feita apenas uma prova, mas duas ou até três. Caso contrário este terror bimestral continuará fazendo novas vítimas.
Leon Luciano Silva Guimaraes
Danyela Santos Rodrigues